sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

CARNAVAL DE SINES






Apesar deste blogue se destinar a divulgar Alvalade,vamos hoje falar da Cidade onde nasci .SINES e do seu CARNAVAL,o melhor do Alentejo. Foi criado no inicio do Sec. XX,mas por razões que ignoro,foi interrompido durante muitos anos,voltou a realizar-se há cerca de 50 anos,com toda a alegria e entusiasmo duma população muito ativa,cerca de 20 carros alegóricos e um vasto conjunto de lindas jovens que estoicamente aguentam o frio do Inverno no alto dos belos carros. Este ano o Temporal destruiu parte do Armazem onde se guardam os materiais,ocasionando prejuízos,pelo que apelamos aos nossos leitores para  irem a SINES se divertirem e ajudarem quem tanto se esforça para nos animar numa época de austeridade  e receios no futuro. SINES a bela cidade Portuária hoje a principal entrada marítima da Europa,está á nossa espera nos dias 10,11 e 12.Todos lá ! 

Jraposonobre@hotmail.com     

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O FADINHO SERRANO

Vamos hoje recordar os chamados Anos de Ouro que Alvalade viveu nas décadas de 60 e 70 do SEC.XX quando o Cinema Alvalade apresentava grandes espetáculos de Variedades com os artistas mais populares da época,entre os quais ANA HORTENSE,com o FADINHO SERRANO. Hoje ao ouvir ANABELA na TV  cantar este Fado,ainda muito popular,AMALIA também o cantou,mas a sua criadora foi a ANA,não resistimos a fazer esta mensagem.  A ultima vez que a vimos e ouvimos foi no Restaurante Senhor Vinho de MARIA DA FÉ,na Lapa,em Lisboa. ANA HORTENSE sempre que nos via falava  dos Jantares na D. Julia Ramusga,sobretudo das sopas de puré de grão com hortaliças. Ao ver hoje o Monte de Lixo em que transformaram o nosso Cinema,vêm sempre á nossa memória os bons momentos que oferecemos ao publico de Alvalade e arredores.Como Cinema hoje não teria rentabilidade,mas podia ser um Centro Cultural e Biblioteca,com uma pequena Sala para espetáculos.

Jraposonobre@hotmail.com

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

AI VEM O ENTRUDO

Vamos falar do velho ENTRUDO das primeiras décadas do SEC.XX e do que assistimos e vivemos. As DANÇAS eram constítuidas por homens,cerca de 20,metade vestiam-se de mulher.Percorriam os Montes e povoações,a pé,para angariarem dádivas e dinheiro para sustentarem as famílias na época de Inverno,quando faltava o trabalho. Um Pau com uma fita para  cada dançarino que com as danças se entrelaçavam,depois dançavam em sentido contrário para desfazer. Uma forma de esmolar,como Manuel da Fonseca relatou num dos seus livros sobre a miséria no Alentejo.Na nossa Juventude havia uma brincadeira a que chamavamos ASSALTOS,um grupo de rapazes e raparigas com uma grafonola e discos iam a uma casa,com cumplicidade de um membro dessa Família, e faziam Baile.Também fizemos parte de pequenos grupos de 3 ou 4 jovens,com máscaras e outros disfarces para não serem conhecidos e eram brindados com cálices de qualquer bebida que houvesse em casa.Nas mercearias e drogarias vendiam-se bombinhas de Carnaval,rabisca-pés,tudo sem perigo,só para assustar,garrafinhas de mau cheiro,serpentinas,mascaras e papelinhos,tudo ingenuidades que divertiam.Na Sociedade Recreativa e mais tarde na Casa do Povo os Bailes de Carnaval tiveram sempre grande afluência. Nas ruas também não esquecemos as brincadeiras do Deolindo Simão,do Zé Romão e do Antonio Leonor (bisavô da Catarina Narciso) que todos os anos percorria as ruas com um bacio de cama (vulgo penico) com vinho branco e um chouriço que ia comendo e bebendo.Falamos dos principios do SEC XX,hoje as Escolas fazem o habitual desfile na Sexta feira antes do Dia de Carnaval e a Casa do Povo para manter a tradição organiza o Baile,êste ano abrilhantado pelas ANAS no Dia 9 de Fevereiro.Quero lembrar que na quarta feira a Casa do Povo não esquecia a tradicional Morte do Carnaval,cujo vulto era queimado na Praça,depois de ser lido o seu testamento,com criticas aos acontecimentos do ultimo ano,com as carpideiras a chorarem a morte do rei Momo.

Jraposonobre@hotmail.com

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

300ª MENSAGEM

O Viver Alvalade faz hoje a sua 300ª mensagem,com 16.064 visualizações,desde já agradecemos a todos que com a sua participação nos dão animo para continuar. Para comemorar vamos falar duma importante personalidade,natural da sede do concelho com quem convivemos nos anos da atividade autarquica,MANUEL DA FONSECA,escritor do neo-realismo,Poeta de grande sensibilidade,dedicou a sua Obra ao nosso Alentejo. Tivemos o prazer de organizar a primeira Homenagem que Santiago de Cacem lhe prestou. Exibimos o filme Cerromaior,convidamos Batista Bastos para falar da sua Obra,para o espetáculo convidamos Os Trovante (ainda no inicio mas para quem auguramos o exito que tiveram)Adriano Correia de Oliveira,faleceu pouco tempo depois e Samuel. Foi um dia inesquécivel, Terminamos com dos ses poemas MARIA CAMPANIÇA

Debaixo do lenço azul com sua barra amarela
os lindos olhos que tem !
Mas o rosto macerado
de andar na ceifa e na monda
desde manhã ao Sol-posto.
mas o jeito
das mãos torcendo o xaile nos dedos
é de magoa e abandono.
Ai Maria Campaniça,
levanta os olhos do chão
que eu quero ver nascer o Sol!    

Não é a primeira vez que falamos deste grande escritor,já falecido,mas não esquecemos as longas horas de convivio e o muito que aprendemos com tão importante lutador anti-fascista  

Jraposonobre@hotmail.com

sábado, 26 de janeiro de 2013

PADRE JORGE DE OLIVEIRA

Neste blogue temos destacado as várias personalidades que se destacam  nas Artes e na Cultura,vamos hoje referir um homem muito importante no inicio do Sec. XX e que tivemos o  prazer de conhecer,já acamado por motivo de doença,
iamos a sua casa pedir livros emprestados e conversamos sobre varios assuntos,possuia toda a coleção de Julio Verne
livros que não mais esquecemos e talvez por essas leituras adquirimos o gosto de viajar. Aos mais velhos sempre ouvimos rasgados elogios ao Padre Jorge pela sua cultura e pelo apoio que dava aos seus paroquianos,uma população na grande maioria de analfabetos e que pelos mais diversos motivos ir ouvir os doutos conselhos desse grande amigo dos alvaladenses. Reformou-se em 1936 e só em 1960 veio novo pároco,quando era necessário vinha o pároco de Santiago de Cacém. O Padre Jorge conseguiu formar uma pequena Banda de Musica,além tantas atividades que o Alvalade.info,do nosso amigo Dr. Luis Pedro Ramos tão resumidamente relatou,razão porque apenas referimos os contactos que tivemos com o Padre  Jorge e o que ouvimos aos mais antigos.O seu nome está na Rua onde viveu os ultimos anos,unica casa. Seria de inteira justiça que em locais mais importantes da Vila o seu nome fosse recordado. Em Santiago de Cacem há uma Rua com o seu nome,onde hoje está a Praça de Táxis. Assim prestamos esta singela homenagem a personalidade que sempre recordamos. Agradecemos ao Alvalade.info a foto com que ilustramos esta mensagem.Sugerimos que á atual Rua Padre Jorge fosse atribuido o nome de D. Adelina Oliveira,que também prestou importantes ajudas á população,e uma das principais Ruas ou Praças da Vila se denominasse Padre Jorge de Oliveira,aproveitando para se prestar Homenagem a quem os alvaladenses devem estar gratos.


Jraposonobre@hotmail.com

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O TEMPORAL DE SABADO

O nosso pais sofreu no sabado o maior vendaval desde o ciclone de 15 de Fevereiro de 1941,a que assistimos assustados (tinhamos apenas 11 anos). Nesse tempo não haviam Estufas para produção de produtos hortícolas,derrubou muros,árvores,levou muitos telhados. Houve quem fizesse fortunas no negócio de compra e venda dos muitos milhares de árvores abatidas. Nesse tempo não se exigiam ajudas ao Estado para cobrir prejuízos,era a Ditadura Salazarista. A imagem que guardamos,entre outras,foi, dias depois, ir a Sines ver a família,encontrar a bela praia sem um unico grão de  areia, o mar trouxe a suficiente para que no Verão seguinte podessemos tomar banhos,a recuperação do antigo areal levou alguns anos. 
Foi um Ciclone muito mais violento,o maior do Sec. XX. Este menos forte,mas ainda hoje se limpam estradas e caminhos e falta a energia elétrica em muitas casa da Zona Centro do país. Num momento de crise,mais uma forte dificuldade,embora a U. Europeia através do Proder,tenha obrigação de ajudar,sobretudo as centenas de agricultores que contribuem para produzir o que comemos e exportamos.

J.raposonobre@hotmail.com

sábado, 19 de janeiro de 2013

A IGREJINHA DE S SEBASTIÃO E A EXPANSÃO URBANISTICA DE ALVALADE

Têm surgido comentários sobre a eliminação das Ruínas da Igrejinha,assim como do processo das expropriações para a Expansão da vila,que nem todos correspondem á verdade.
Vamos relatar tudo o que sabemos e que corresponde á realidade : Tudo começou ainda no Governo de Marcelo Caetano,1971 ou 1972,quando Alvalade foi escolhida para Vila Modelo em zonas de Regadio.Tinhamos os canais de 3 Barragens,boas Varzeas e Industrias transformadoras de Arroz e Tomate. O Ante projeto esteve exposto para apreciação publica no átrio da Casa do Povo,mas não mereceu a concordância da população pelo facto dos edifícios a construir serem de 2 e 3 pisos.Devo já esclarecer que não estava prevista a reconstrução da Igrejinha.na foto Após o 25 de Abril de 1975 e com o apoio da Comissão Administrativa da Camara,a que pertenci,e a natural pressão da Junta de Freguesia,fui a Lisboa reunir com o Diretor de Urbanização,resultou que um Arquiteto dessa Direção viesse a Alvalade para ouvir os interessados. A reunião teve lugar na Misericórdia,tendo a população exigido Moradias de rez do chão,com Garagens e quintais amplos. Assim o tal ante projeto foi transformado em lotes de 12,15 e 18 metros de frente com fundo de 35 metros,com as moradias que todos desejavam.Mas tudo isto foi conseguido com muitas idas a Setubal e Lisboa,com grande empenhamento da Junta de Freguesia e da Camara Municipal.Foi mantido só o tipo de arruamentos e pracetas,porque para alterar tudo levaria tempo e os interessados tinham pressa em construir.Foram feitos sorteios no Salão da Casa do Povo,só no 1º foram atribuidos 120 lotes. Falemos agora das Expropriações,uma Lei assinada por Mario Soares no 1º Governo Provisório,considerou 35 parcelas de Utilidade Publica,na condição das áreas passarem logo para a posse da Camara,sendo atribuido o valor de 35 escudos o m2, julgo mas não tenho a certeza,que havia mais um valor por cada árvore.Os proprietarios que concordassem a Camara pagava    se não, podiam recorrer aos Tribunais,o que aconteceu com alguns,poucos. A Camara para facilitar as construções não exigia qualquer preço pelos lotes,cedeu em direito de superficie por 70 anos,renováveis,mediante uma pequena verba anual. Soube que anos mais tarde este regime foi alterado. Voltando á Igrejinha,as ruinas foram demolidas sem que houvesse da parte da Igreja Católica qualquer interesse. Esta é a verdade dos factos,apenas tenho uma duvida,como digo atrás,por não me lembrar do valor atribuido pelas árvores (oliveiras).Na C. Administrativa da Camara este assunto foi sempre tratado por mim,com total apoio dos outros membros,devo destacar o forte empenhamento da Junta de Freguesia na pessoa do amigo José Nunes. Foi com bastante prazer que lutei para que Alvalade tivesse  a  expansão que a população exigia,nos anos 60 e 70 em que o regadio e as fábricas trouxeram melhores rendimentos aos agricultores e aos trabalhadores.
Depois, com a Escola C+S vieram novos moradores.

Jraposonobre@hotmail.com