segunda-feira, 23 de maio de 2011
Da Literatura á 7ª arte,dos 8 aos 80
Na m/infância a idade mínima para entrar na Escola oficial eram os 7 anos,mas aos 5 ou 6 os pais mandavam os filhos para escolas particulares,o que me aconteceu.Quando aos 7 anos entrei na 1ª classe,depois de aprender na Cartilha Maternal,de João de Deus,já sabia ler. Todos os dias lia o jornal O Seculo no Posto da GNR,onde meu pai era o Comandante e comecei a visitar o Padre Jorge,já enfermo,que me aconselhou e emprestou os livros de Julio Verne.Tomei o gosto da Leitura e li obras de Vitor Hugo,Hemingwai,Alexandre Dumas,Agatha Chistie(tenho a colecção completa),Conan Doyle que criou o famoso Sherlok Holmes (visitei em Londres o Museu da Baker Street,onde se vê a secretária,as lupas e outros acessórios que o famoso detetive e o seu ajudante Dr. Watson estudavam os mais intrigantes mistérios. Dos portugueses li Ferreira de Castro (tenho a colecção de todas as obras)Eça de Queiroz,Manuel da Fonseca,com quem convivi quando estive na Camara,Mario de Carvalho,cujas origens são alvaladenses,além de tantos outros . Mas volto a Julio Verne,o celebre visionário francês que previu muitas das inovações e avanços tecnológicos que o Sec XX nos mostrou,mas um dos livros que então mais me impressionou foi A Viagem ao Centro da Terra,odisseia que ainda não se concretizou,mas aos 8 anos ao ler esta fantástica aventura criei imagens que não esqueci. Tive agora depois dos 80 anos oportunidade ver um filme que conta essa história,realizado por Australianos e Americanos,com filmagens na Nova Zelândia,onde através da cratera dum vulcão extinto 5 aventureiros vão ao centro da terra, com imagens maravilhosas que correspondem ao que ainda me lembro de idealisar na infância,agora penso como é possivel a nossa memoria se conservar dos 8 aos 80 num arquivo pessoal admirável.Julio Verne e toda a sua Magnífica obra escrita em meados do Sec. XIX continuam atuais e recomendam-se a todos os jovens que gostem de aventuras.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
O Baile da Chita
Nêste meu album de recordações vou hoje escrever sôbre o Baile do Vestido de Chita,mas antes,dizer algo sôbre êsse tecido. No regime Salazarista haviam produtos com preços tabelados,isto é,preços politicos,o Pão,indispensável à alimentação,custava 3 escudos e 30 centavos,nos tecidos o
pano cru para ceroulas,lençois,etc. custava 5 escudos e 50 centavos,a chita,com 60 cent. de largura
custava 5 escudos e 10 centavos o metro e na ourela tinham fios verdes e vermelhos,era a roupa dos pobres. Porém os desenhadores das fabricas criavam desenhos de alta qualidade,sendo os mais populares de bolinhas de várias côres em fundo branco e vice versa,fundos de côres e bolinhas brancas,vendiam-se muitas peças para vestidos,saias,blusas ou cortinados nas cozinhas e portas,quando não havia dinheiro para a madeira. Posto isto,vamos falar do Baile.
Quando o Cinema Alvalade estava na moda com os belos filmes que exibia e os espetaculos Musicais ao vivo que traziam aqui os artistas mais populares da musica portuguesa,na esplanada organizava
Hoje em idade já avançada tenho o prazer de ter contribuido e recordar,muitas coisas positivas nos campos da cultura,do recreio e do desporto. Um dia nêste blogue farei uma lista de atividades ao longo dêstes 80 anos para incentivo aos jovens de hoje. E é com prazer que vejo nêste momento alguns dêsses jovens em trabalho intensivo na adaptação do antigo Clube para local de diversão para a Juventude,a que como co-proprietário tenho dado todo o apoio e facilidades para que levem avante a feliz iniciativa
pano cru para ceroulas,lençois,etc. custava 5 escudos e 50 centavos,a chita,com 60 cent. de largura
custava 5 escudos e 10 centavos o metro e na ourela tinham fios verdes e vermelhos,era a roupa dos pobres. Porém os desenhadores das fabricas criavam desenhos de alta qualidade,sendo os mais populares de bolinhas de várias côres em fundo branco e vice versa,fundos de côres e bolinhas brancas,vendiam-se muitas peças para vestidos,saias,blusas ou cortinados nas cozinhas e portas,quando não havia dinheiro para a madeira. Posto isto,vamos falar do Baile.
Quando o Cinema Alvalade estava na moda com os belos filmes que exibia e os espetaculos Musicais ao vivo que traziam aqui os artistas mais populares da musica portuguesa,na esplanada organizava
Bailes,sobretudo nos Santos Populares,além do Futsal a favor do Clube que fez sucesso. No Verão de 1963 resolvemos fazer o Baile do Vestido de Chita. Foi um êxito que hoje recordo,um dos melhores acordeonistas algarvios,10 concorrentes,um juri de que fiz parte,lindos vestidos de chita apresentados por belas moças da nossa terra desfilaram com visivel agrado das centenas de pessoas que enchiam o recinto,hoje abandonado . Pelos votos do juri duas concorrentes foram
finalistas,Maria Antonia Martins,mais tarde esposa do falecido José Fialho,e Maria do Rosário Garcia,irmã do José Garcia. Ambos os vestidos eram lindos,como Presidente do Juri tive a função do desempate. Pela honestidade e rigor que sempre usei,dei o 1º lugar ao vestido da Maria do Rosário Garcia,porque mereceu pela elegância que exibiu e sobretudo porque a outra concorrente que também merecia ,era minha empregada de balcão e o vestido foi confecionado pela minha esposa. E foi assim o 1º Baile do Vestido de Chita em Alvalade naquele Verão de 1963.Hoje em idade já avançada tenho o prazer de ter contribuido e recordar,muitas coisas positivas nos campos da cultura,do recreio e do desporto. Um dia nêste blogue farei uma lista de atividades ao longo dêstes 80 anos para incentivo aos jovens de hoje. E é com prazer que vejo nêste momento alguns dêsses jovens em trabalho intensivo na adaptação do antigo Clube para local de diversão para a Juventude,a que como co-proprietário tenho dado todo o apoio e facilidades para que levem avante a feliz iniciativa
sábado, 14 de maio de 2011
Apoio Social
Embora êste blogue se destine às recordações e memórias dos ultimos 80 anos,considero que nesta época de "crise" devo referir o Apoio Social prestado pela Casa do Povo.Após o 25 de Abril muitas Casas do Povo não resistiram à feliz evolução do pais,por conotação com o antigo regime,graças aos seus dirigentes,como o Tio
Canilho,Manuel Mestre,Manuel Direitinho e tantos outros,e com a chegada do Luis Silva esta Casa do Povo continuou a sua atividade recreativa e cultural. Entrou no campo social instalando um Centro de Dia,em instalações provisórias,criou o Apoio Domiciliário e a Creche Jardim de Infância O Comboio nas instalações do 1º piso da Junta de Freguesia. Com a construção do novo Centro de Dia em instalações próprias de alta qualidade,hoje é possivel servir 3 refeições diárias a mais de 90 utentes,dar apoio domiciliário,fornecendo refeições,higiene pessoal e das moradias a cerca de 70 utentes,os mais necessitados 7 dias por semana,na creche Jardim de Infância tem capacidade para 50 crianças.Em colaboração com o Banco Alimentar contra a Fome,faz distribuição de alimentos e na Nova Loja Social fornece-se roupas e calçado,tudo orientado por um grupo de dirigentes sobre a Presidência de Luis Silva,a coordenaçãotécnica das Drªs Lenia Machado,Patricia Capela,Educadora Isabel Vitoriano,nos serviços administrativos D. Isabel Silvestre e mais cerca de 40 funcionários que com elogiável dedicação servem os nossos idosos.Podemos afirmar que as Valências da Casa do Povo garantem que a triste palavra "fome"não existe nesta vila.
Apesar da prioridade estar na Ação Social,não estão esquecidas as funções culturais e recreativas,como já referimos em anterior artigo nêste Blogue. Aos leitores que residam longe,no país ou estrangeiro,podem ter orgulho na vossa terra porque a palavra Solariedade está sempre presente.
Mas não é tudo,porque nêste momento estou em curso as diligências para construção de Lar de Idosos com 60 camas,que deve estar concluido em 2013.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Os Barrigotos
Vou hoje escrever um pequeno artigo,por falta de tempo,mas ao comunicar com uma amiga que vive em França despedi-me como Barrigotos de Alvalade e vou esclarecer porque existe êsse titulo,segundo tenho ouvido dos mais antigos: Pela existência de valas e outras zonas pantanosas,no Verão os mosquitos provocavam uma doença que o povo chamava sezões porque provocava febres altas em dias alternados,creio a doença era malária. Para combater a terapia era comprimidos de quinino
o qual fazia inchar a barriga das crianças,daí os Barrigotos de
Alvalade,havia esta quadra popular
Garvão terra de negros
Messejana Gravidade
Falar com cortesia
Os Barrigotos de Alvalade
Hoje ficamos por aqui.
o qual fazia inchar a barriga das crianças,daí os Barrigotos de
Alvalade,havia esta quadra popular
Garvão terra de negros
Messejana Gravidade
Falar com cortesia
Os Barrigotos de Alvalade
Hoje ficamos por aqui.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Sociedade Recreativa Alvaladense II
Vou agora referir novos pormenores da Sociedade Recreativa,sobre Desporto e Recreio. No Desporto teve uma atividade importante na região,embora não houvessem torneios federativos. Dos jogadores lembro do G.redes Calapez,avô do atual treinador do Beira-Mar e ex-jogador do Boavista,Benfica e Sporting,Rui Bento,Cardinal Capela,Manuel Dias,Vargas,Chico Guerreiro,todos já falecidos,usavam,não sei porquê, os equipamentos do Olhanense,o Chico Guerreiro pelos amigos que tinha em Setubal trouxe aqui equipas do
Vitoria,com Jaime Graça,internacional e outros,foi uma época
muito dinamica,o campo era na margem direita do Sado,no
Monte Porto Ferreira,nome que se dava á passagem no rio antes da Ponte dos Arcos.Quando o rio enchia só se passava no barco do Zé Peixeiro.Mais tarde o dono de Conqueiros cedeu o terreno,na margem esquerda do Rio
onde ainda se vê o Campo de Jogos.Vou citar outras funções da coletividade,os jogos de mesa,além de Cartas também se jogava Gamão,Doninó e Damas com vários tabuleiros e bons praticantes,havendo torneios. No Bar a Snrª Prazeres,avó do Joaquim Prazeres e sua filha Mariana serviam o bom café de cafeteira,as máquinas ainda eram uma miragem.Mais tarde foi a Snrª Antonia Olimpia,mãi da Clarinha. Era o unico local de reunião e convivio da vila,com
o Teatro Amador,Cinema por Ambulantes,Bailes,Telefonia para ouvir noticiarios,jogos diversos,hoje temos a Casa do Povo com o seu serviço Social tão valioso para a população carenciada,mas,sobretudo,no teatro amador é muito dificil,
os jovens antigos,como eu,não tinhamos TV,Discotecas
automoveis e outras tentações,era mais facil aderirem a uma coisa tão bela e educativa como o Teatro e a Declamação,coisas dos novos tempos que têm inovações tão importantes,espero que se continue a evoluir e enquanto
Vitoria,com Jaime Graça,internacional e outros,foi uma época
muito dinamica,o campo era na margem direita do Sado,no
Monte Porto Ferreira,nome que se dava á passagem no rio antes da Ponte dos Arcos.Quando o rio enchia só se passava no barco do Zé Peixeiro.Mais tarde o dono de Conqueiros cedeu o terreno,na margem esquerda do Rio
onde ainda se vê o Campo de Jogos.Vou citar outras funções da coletividade,os jogos de mesa,além de Cartas também se jogava Gamão,Doninó e Damas com vários tabuleiros e bons praticantes,havendo torneios. No Bar a Snrª Prazeres,avó do Joaquim Prazeres e sua filha Mariana serviam o bom café de cafeteira,as máquinas ainda eram uma miragem.Mais tarde foi a Snrª Antonia Olimpia,mãi da Clarinha. Era o unico local de reunião e convivio da vila,com
o Teatro Amador,Cinema por Ambulantes,Bailes,Telefonia para ouvir noticiarios,jogos diversos,hoje temos a Casa do Povo com o seu serviço Social tão valioso para a população carenciada,mas,sobretudo,no teatro amador é muito dificil,
os jovens antigos,como eu,não tinhamos TV,Discotecas
automoveis e outras tentações,era mais facil aderirem a uma coisa tão bela e educativa como o Teatro e a Declamação,coisas dos novos tempos que têm inovações tão importantes,espero que se continue a evoluir e enquanto
puder aqui estou !
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Sociedade Recreativa Alvaladense
Como já prometi vou recordar para os mais idosos e informar os jovens da importancia desta colectividade numa época em que não havia outro local de reunião para divertimento,o Cinema só foi inaugurado em fins dos anos 50 e a Casa do Povo nos anos 60,isto no sec.XX.. Quando cheguei a Alvalade no inicio dos anos 30 localizava-se na Praça da Republica,onde hoje vive a D. Tomásia Ilhéu,aí conviviam os homens para os jogos de Bilhar e Cartas , bebiam os seus cálices,realizavam-se Bailes. Ainda nos fins da mesma década mudou para o local onde hoje existe o Crédito Agrícola. Na Sala de Festas bastante ampla foi construido um Palco para actividades teatrais,por sorte estava como Chefe da Estação dos C/ferro o Snr Monteiro,natural do Barreiro onde fez parte como actor amador e encenador de peças teatrais. Bastante culto e disciplinador formou um grupo que nas noites de inverno ensaiava peças e nos ensinava na arte da declamação,fiz parte do grupo,e ao longo da minha vida como apresentador de espectaculos e autarca,ao enfrentar o publico,notava quanto beneficiei com os ensinamentos do Chefe Monteiro na colocação da voz,nas pausas,na leitura de um texto,até no improviso.Lembro outras pessoas da época que fizeram parte do grupo,dos falecidos,os Irmãos Palma Bica,Augusto Protásio,Mariana do Nascimento,Delca e outros mais.Ainda vivos lembro a minha esposa e a D. Maria José Protásio. Faziamos as comédias de André Brun,os poemas de Augusto Gil,etc.. Fui dirigente da Sociedade quando os estatutos não permitiam por ser de menor idade,tinha só 18 anos,mas ao formar uma direcção foi convidado o Sr. Cabrita Cortes,pai do Dr Acácio,mas pôs a condição de eu também integrar como secretário. Assim tive a possibilidade de organizar excelentes Bailes com os melhores Acordeonistas algarvios,José Ferreira,Diamantino,da Orquestra de Azinheira dos Barros,Também,no Verão fiz as primeiras matinés dançantes com os discos de 78 rotações numa grafonola,com paso-dobles,marchas,valsas e tangos argentinos de Gardel,era a oportunidade das "moças" dançarem sem os olhares criticos das mães,que á noite iam sempre,mas à tarde facilitavam. Na sala ao fundo era o palco,os homens estavam no outro topo da sala onde uma barra de madeira,com entrada num lado e saida no outro ajudava á boa orientação,não havia pagamento de entradas,mas de vez em quando o tocador parava e era o chamado "cravanço" em que cada rapaz pagava vinte e cinco tostões. Nas musicas à inglesa eram as raparigas que iam convidar os rapazes. A luz eram Petromaxes que ás vezes se apagavam,para grande preocupação das mães. Um dia tive conhecimento que em Lisboa havia uma jovem acordeonista,coisa rara,contratei-a e o Baile foi enorme êxito.Também começaram a vir os Cinemas ambulantes,um dia contratei de nossa conta e risco,sem acordo dos colegas de Direcção,o filme História de uma Cantadeira,com Amália e Virgilio Teixeira,foram duas noites de enchentes,ganhamos bastantes escudos,os colegas ficaram convencidos e talvez aí tivesse nascido um empresário apaixonado da sétima arte. Baseei as minhas informações nas actividades teatrais e festivas,mas a Sociedade era ponto de encontro,os mais velhos jogavam a Bisca e a Manilha,os mais novos o Bilhar,haviam bons jogadores,nunca
nos iamos deitar sem passar pela Sociedade. Anos depois uma má gestão levou tudo á ruina,mas,entretanto foi construida a Casa do Povo e Alvalade ficou bem servida.Entretanto por heranças o edíficio foi de minha propriedade onde instalei a Mecanica Alva-Sado e mais tarde cedi ao Crédito Agrícola.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
PORQUE FUI AUTARCA
Povo de Alvalade. Agora vou procurar sintetizar o mais possivel tudo o que passou até aí,fui para a escola da D. Inês aos 6 anos,quando aos 7 entrei na Primária já juntava as letras e lia todos os dias o jornal da época O SECULO no Posto da GNR onde residia,começa a Guerra Civil de Espanha,onde se relatavam atrocidades cometidas "sempre pelos outros".Mais tarde visitei o Alcazar de Toledo e o Vale dos Caidos simbolos do Franquismo,mas aos poucos ia sabendo a verdade,segue-se a Grande Guerra,a imprensa portuguesa só escrevia o que interessava aos fascistas,mas os caixeiros viajantes com quem convivia no comércio,traziam outras novidades.Na Sociedade Recreativa havia uma Telefonia onde os homens se juntavam e era eu com 13 ou 14 anos o unico que sabia captar Ondas Curtas,25 e 31 Mtrs onde se ouvia o Pessa na BBC,tive sempre e ainda hoje uma paixão pela Radio.Na loja onde estava vendiamos o jornal REPUBLICA que só nas fases de eleições podia dizer verdades,convivia todos os dias com o Snr.Alfredo Carvalho,grande democrata e avô do escritor Mário de Carvalho. Ouvia em minha casa as Radio Praga,Moscovo,Portugal Livre em Ondas Curtas,depois passei pela fase do Cinema e espetaculos,formei uma personalidade que todos conheciam. Chega o 25 de Abril !As autarquias tiveram de mudar. Em Santiago a Comissão Democrática organizou uma Eleição para a Comissão Administrativa da Camara,onde nas 5 freguesias mais importantes foram eleitos na mesma noite e na mesma hora,2 representantes de Santiago,José Pereira e Rosário do BNU,Ermidas,Manuel João,Abela,Antonio Simões,S.Domingos,Antonio Candeias,Cercal,Antonio Campos. Em Alvalade,no Salão Ginasio da Casa do Povo,cerca de 500 pessoas por voto secreto,como nas outras freguesias,elegeram o meu nome em 98% para representar a freguesia. Foi assim que desempenhei cargos que nunca tinha sonhado e em todos os bons e maus momentos que vivi nos 8 anos de "politica"sempre me lembrei do apoio massivo desta população que tão bem me apoiou.
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